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    February 16

    Microsoft vai abrir rede de lojas próprias, similar à Apple Store

    Se não pode com o inimigo, imite-o. Ao que tudo indica, a Microsoft decidiu seguir à risca essa máxima de mercado e adotar a mesma estratégia utilizada já há algum tempo por sua arqui-rival Apple. A gigante do software anunciou nesta sexta-feira, 13, que pretende abrir uma cadeia de lojas de varejo, nos mesmos moldes das Apple Store, o que, se confirmado, abrirá uma nova frente na disputa feroz que anos ela vem travando com a empresa de Steve Jobs nas áreas de sistemas operacionais, aplicativos e até mesmo games.

    A nova tacada da Microsoft foi revelada na quinta-feira, 12, com a contratação de David Porter – que recentemente comandava a distribuição mundial de produtos da Dreamworks Animation SKG – como vice-presidente corporativo para lojas de varejo.

    Em um comunicado, a empresa disse que a primeira prioridade de Porter, que também ocupou um cargo executivo da rede de hipermercados Wal-Mart por 25 anos, será para definir os locais das lojas e quando abri-las. Um porta-voz da empresa disse que o plano inicial será a abertura de um pequeno número de lojas.

    Também por meio de um comunicado, Porter declarou que há "grandes oportunidades" para a Microsoft criar uma "experiência de compra de classe mundial" para os clientes da empresa.

    "O propósito da abertura dessas lojas é a de criar maior compromisso com os consumidores e saber em primeira mão sobre o que eles desejam e como compram", disse a empresa na nota.

    De acordo com analistas, a iniciativa da Microsoft é um forte sinal do papel que o negócio de varejo passou a ter para as empresas de tecnologia de consumo, apesar dos riscos envolvidos.

    A própria Apple enfrentou um ceticismo generalizado quando ele começou a abrir suas próprias lojas de varejo em 2001. Agora, porém, oito anos mais tarde, a empresa tem uma cadeia de mais de 200 lojas em todo o mundo, as quais têm ajudando a impulsionar as vendas de Macs, iPods e iPhones.

    Os analistas observam, contudo, que algumas empresas sem tradição no varejo, que tentaram e estabelecer uma presença rua, naufragaram devido à falta de experiência, embora avaliem que a contratação de Porter, um especialista em varejo, deve minimizar o risco.

    Stephen Baker, analista do NPD Group na área de varejo, observa que a Apple não enfrentou problemas no negócio de varejo porque ela mesma desenvolve o software de seus hardwares. "Já para a Microsoft, isso vai ser um grande desafio", afirmou. Há ainda, segundo ele, a questão do conflito que a iniciativa da Microsoft pode gerar entre seus atuais parceiros de varejo, como a Best Buy, da qual dependente em grande as suas vendas para consumidor final. Para tentar amenizar esse conflito, a Microsoft disse que irá compartilhar as lições que aprende a partir de suas próprias lojas com outros varejistas.

    Embora ressalte que ainda não detalhou o plano de atuação no varejo, a Microsoft disse que as lojas poderão comercializar uma extensa gama de produtos, como computadores pessoais executando o seu sistema operacional Windows, celulares com o sistema operacional Windows Mobile e o seu console para videogame Xbox.

    De todo modo, para os analistas, os problemas enfrentados por outros fornecedores de tecnologia com a abertura de lojas próprias, como da fabricante de computadores Gateway, que em 2004 abriu uma rede de mais de 188 lojas e, pouco tempo depois, devido as vendas fracas, teve de fechá-la, ira pairar sobre a Microsoft. Mesmo porque a única experiência da empresa no varejo não prosperou. Foi uma loja que ela operava dentro de um complexo de salas de cinema e teatro em San Francisco, no início de 1999, que fechou dois anos depois. Com informações do The Wall Street Journal e do Financial Times.
    February 11

    Microsoft deve apresentar sua App Store

    Fabricante de software lançará loja online similar à Apple App Store e vai oferecer armazenamento online

    A Microsoft planeja um leque de novos serviços online para suprir a demanda da crescente população usuária de dispositivos móveis. Na semana passada, a companhia apresentou um site com um novo serviço chamado My Phone, que, segundo a página, "sincroniza informações entre o celular e a web".

    My Phone permitirá também que usuários de smartphones restaurem informações através de um site protegido por senha, acessem e atualizem contatos e compromissos através de uma conta online. Haverá ainda a possibilidade de compartilhar fotos com amigos e familiares.

    A promoção do serviço está acontecendo no site GetSkyBox.com. O portal informa que o My Phone "está chegando", mas não especifica uma data para o lançamento. O anúncio ressalta que, "no momento", o My Phone é gratuito e oferece 200 Mb para armazenamento. O novo site da Microsoft é desenhado para trabalhar com a maioria dos celulares que rodam Windows Mobile 6.0 ou versões superiores.

    Além do My Phone, a empresa planeja o lançamento de sua loja de aplicativos online voltada para usuários de telefones celulares equipados com o sistema operacional Windows Mobile. Segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal, será algo similar ao que a Apple oferece em sua App Store.

    De acordo com as informações do jornal, a empresa apresentará sua loja de aplicativos durante evento em Barcelona.

    Como a participação do Windows no mercado de PCs teve uma queda diante dos rivais Linux e Macs - no trimestre mais recente as vendas do programa caíram 8% - a Microsoft precisa aumentar presença no mercado móvel para compensar.

    De 2007 a 2008, o market share da Microsoft no mundo dos smartphones cresceu 21%, chegando a 13,3%, segundo levantamento da IDC. A Symbian, que lançou no ano passado seu sistema operacional open source, teve sua participação no mercado reduzida em 24%, para 48%. Enquanto isso, RIM, com 57%, e Apple, com 200%, foram as que mais ganharam terreno.

    Google usa tecnologia da Microsoft para sincronizar dados

    Tecnologia de sincronização do Google, disponível em beta para iPhone, Windows Móbile e outros aparelhos, é licenciada pela Microsoft

    O Google anunciou na segunda-feira (09/02) a versão beta do Google Sync para iPhone e aparelhos com Windows Mobile. O software permite a sincronização dos contatos do Gmail e também dos eventos do Google Calendar através da web, computadores e dispositivos móveis.

    O novo software do Google, no entanto, só foi possível, segundo informou a Microsoft em comunicado, por meio de uma licença da fabricante do Windows.

    "O Google, ao fazer esse licenciamento para o protocolo Microsoft Exchange ActiveSync, deixa claro o conhecimento da inovação existente na Microsoft", informou Horário Gutierres, VP de propriedade intelectual e licenciamento da Microsoft.

    A sincronização utiliza o protocolo CalDAV, que o Google iniciou a integração em julho de 2008. Embora o protocolo seja uma forma de sincronizar as informações entre o calendário do Google e o Apple iCal, ele só permite a transferência de dados para o iPhone e não do aparelho da Apple para o Google Calendar.

    "Para iPhone e aparelhos com Windows Móbile, o Google Sync permite o usuário ter os contatos do Gmail e os compromissos do Google Calendar no próprio telefone", informou Bryan Mawhinney, engenheiro de tecnologias móveis do Google.

    "Uma vez que você instalou o Sync no seu telefone, ele iniciará automaticamente a sincronização da sua agenda e do seu calendário. Mudanças em seus contatos ou compromissos serão refeltidas em minutos no seu celular. A conexão está sempre ativada, de forma que você não precisará sincronizar manualmente", explicou Mawhinney.

    A tecnologia do Google Sync vem da Microsoft e o Google tem o Microsoft Exchange ActiveSync em seus servidores através de um acordo com a fabricante do Windows.

    O programa está disponível para iPhone, BlackBerry, Nokia S60, Nokia Standard, Sony Ericsson e Windows Mobile. A versão do BlackBerry é a única definitiva, as demais são beta.

    February 10

    Grandes oportunidades surgem em momentos de desafio

    Como você vê o futuro?

    A Microsoft, como sua parceira estratégica, quer ajudá-lo a ver o “meio copo cheio ao invés do meio copo vazio”.

    As profundas transformações ocorridas na economia mundial configuram uma oportunidade de mudança e um redesenho de como fazer negócios no mundo todo. Após o impacto inicial da crise, o momento atual exige que as empresas revejam seus investimentos e aproveitem a tecnologia já existente como diferencial competitivo.

    A Microsoft oferece inúmeras soluções de redução de custo a curto prazo, para os setores público e privado e para todos os tamanhos e segmentos de organizações. Nossas ofertas têm impacto direto em redução de despesas com viagens, custos de infra-estrutura de servidores e cerca de 40% de redução no consumo de energia elétrica com o Windows Vista.

    Neste momento, nossa prioridade é você, cliente, que, mais do que nunca pode contar com a parceria da Microsoft. “Nossa equipe interna e nossos parceiros estão preparados para discutir as melhores formas de redução de custo, mantendo a competitividade e a eficiência”, diz Bellizia, Diretora de Marketing e Negócios da Microsoft.

    Navegue pelas nossas propostas, conheça nossas Ofertas e veja o relato de clientes nacionais e internacionais que podem servir de base para o mercado em que você atua!

    February 09

    Microsoft está pronta para lançar um smartphone, diz especialista

    Celular da Microsoft pode ser apresentado no Mobile World Congress com processador Tegra e chip Qualcomm, afirma analista.

    Os rumores de que a Microsoft vai lançar seu próprio smartphone estão crescendo novamente, em especial após um analista declarar que o aparelho pode ser lançado no GSMA Mobile World Congress (MWC), entre 16 e 19 de fevereiro, em Barcelona.

    O telefone da Microsoft incluiria o processador Tegra, da Nvidia e chip da Qualcomm, escreveu Doug Freedman, da Broadpoint AmTech, na quinta-feira (05/02).

    A Microsoft já vende seu mídia player portátil, o Zune, dentre outros serviços. Logo, não seria uma estranha no mercado de hardware. Além disso, a empresa oferece o sistema operacional Windows Mobile, que licencia para outros fabricantes de celulares. Para a companhia, só falta ter seu próprio smartphone, afirma o especialista.

    Rumores do início do ano davam conta de que o lançamento poderia ser feito durante a Consumer Electronics Show, em janeiro, mas não aconteceu. Agora, acredita-se que aconteça no MWC.

    A Microsoft se negou a responder diretamente às especulações. "Não temos nada a anunciar no momento. Continuamos colaborando com a Nvidia em distribuir soluções inovadoras para a indústria dos smartphones", disse Scott Rockfel, diretor do Windows Mobile, em um comunicado.

    A Nvidia também se recusou a comentar o assunto. A fabricante de chips anunciará durante a MWC seu processador móvel Tegra APX 2500, que dará suporte ao Windows Mobile, para permitir interfaces 3D e vídeos em alta definição em smartphones.

    Windows 7 deve ter seis versões

     

    A Microsoft planeja lançar seis versões para o Windows 7. A fabricante de softwares informou que o Windows 7 Home Premium e o Ultimate serão direcionados ao mercado de consumidores finais. Já a edição Enterprise, será voltada para grandes corporações, enquanto o Windows 7 Professional será para negócios em geral. A companhia avisou ainda que o Home Basic estará disponível apenas em mercados emergentes, já o Starter Edition irá rodar em tipos de hardware limitados.

    "Temos uma base de clientes de mais de 1 bilhão, então, é importante preparar uma edição certa do Windows, de forma que eles tenham os recursos que realmente precisem", disse Mike Ybarra, gerente geral da Microsoft para Windows, em comunicado.

    O Windows 7 deve começar a ser comercializado no final do ano ou no início de 2010, segundo projeções da empresa. Para a maioria dos consumidores, a companhia recomenda o uso do Home Premium, enquanto o Professional é recomendado para pequenos negócios. Essa última versão, aliás, contém grande parte dos recursos de segurança encontrados na versão Enterprise, como adiantou Ybarra.

    "Para aqueles que possuem o Vista Business, será uma decisão acertada migrar para o Windows 7 Professional", confirmou o executivo.

    A Microsoft tem trabalhado para que a nova versão do seu sistema operacional seja mais leve e eficiente que o Vista, já de olho no mercado crescente dos netbooks. Essa categoria de laptop é muito usada para navegação na web e consulta de e-mails. Como não há possibilidade de rodar o Vista nos netbooks, a Microsoft tem perdido receita; no trimestre mais recente, as vendas do sistema operacional caíram 8%.

    "Com o beta, tivemos muitas pessoas rodando nossa versão Premium em netbooks e elas tiveram bons resultados", avaliou Ybarra. A Microsoft ainda não divulgou detalhes sobre o preço do programa.

    February 06

    Microsoft oferece desconto em software para desenvolvedores

     
    Empresas e especialistas em aplicativos podem comprar versões de software com descontos de 14% a 50%

    A Microsoft anuncia descontos em produtos da linha SQL Server e Visual Studio, para empresas e desenvolvedores.

    Segundo a fabricante, empresas com até 250 computadores podem comprar o SQL Server com licenças de uso com Software Assurance com descontos entre 14 e 20%. A promoção vale para edições Workgroup, Standard e Enterprise. O número máximo de compra varia com o contrato escolhido, informa a companhia.

    No caso do Visual Studio Professional e do Team System, empresas de qualquer tamanho podem comprar com descontos de 30% a 50%.

    Sempre há saída

     
    Especialistas apontam que empresas estruturadas poderão vislumbrar um horizonte promissor mesmo com os abalos da crise mundial

    Enxergando ou não a crise financeira mundial no País, o fato é que o empresariado brasileiro já está vivendo de forma diferente de como vivia antes de outubro de 2008. Se uns amargam impactos avassaladores em seus negócios, certamente há empresas abocanhando oportunidades. Entretanto, sem exceção, especialistas apontam que apenas companhias bem estruturadas estão aproveitando os efeitos da economia instável. Assim, CRN Brasil foi buscar junto a profissionais gabaritados o contexto em que a indústria de TI se encontra, e quais os caminhos seguros para percorrer diante de um futuro ainda incerto.

    No início de janeiro de 2009, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou que a produção industrial nacional recuou 5,2% em novembro frente a outubro de 2008. Tal retração foi a maior desde maio de 1995 (-11,2%), levando o patamar de produção industrial brasileira a retornar a um nível próximo ao de maio de 2007. O mês de novembro de 2008, comparado ao mesmo período de 2007 demonstra quais foram os resquícios da crise mundial por aqui. Dos 27 ramos industriais investigados, 22 exibiram índices negativos, com os principais impactos vindos de máquinas para escritório e equipamentos de informática (-29,7%); veículos automotores (-18,3%); outros produtos químicos (-13,0%); material eletrônico e equipamentos de comunicações (-20,5%); e borracha e plástico (-16,5%).

    De acordo com Silvio Sales, coordenador de indústria do IBGE, o recuo de equipamentos de informática registrado deve-se ao fato de que a base de comparação é extremamente elevada. "O segmento de informática, no Brasil, vem crescendo muito acima da média mundial. Ao longo do tempo, além do combate à pirataria, as políticas governamentais de inclusão digital aqueceram muito o mercado. A indústria toda já esperava que o setor recuasse, por isso as empresas não quebraram frente à retração", comenta. Se, por um lado o IBGE revela os setores que andaram em baixa, o instituto aponta também quem continuou com o pé no acelerador. Dentre os cinco ramos com expansão, destacaram-se outros equipamentos de transporte (73,0%) e a indústria farmacêutica (17,0%), sustentados pela maior produção de aviões e medicamentos, respectivamente.

    Dagoberto Hajjar, presidente da Advance Marketing, aponta o quão importante para toda a cadeia de distribuição de TI e Telecom é olhar para mercados que não estagnaram. "Percebemos na pesquisa que insumos de primeira necessidade, como alimentos, saúde e educação, vão ser menos impactados. O resto vira supérfluo, como trocar o carro". Porém, se o cliente não vai atualizar o equipamento, ele terá de fazer
    revisão e manutenção dessas máquinas. "Existe a redução de demanda, mas também a troca de foco", adverte Hajjar.

    Em época de abundância, até esquilo cego encontra noz

    Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto, consultoria especializada no desenvolvimento de franquias e canais de venda, costuma dizer que, quando o mercado está aquecido, até esquilo cego encontra noz. A alusão é feita a empresas que, mesmo sem estarem preparadas, vinham conquistando resultados positivos, não por conta de suas estratégias, mas graças à forte demanda.

    Para enfrentar um cenário de instabilidade econômica, Hajjar explica que a comunicação é fundamental entre os elos da cadeia de valor de TI e Telecom. Trabalhar com ações isoladas seria como fadar a empresa ao fracasso. "Tem de sentar fornecedor, distribuidor e revenda para criar um plano de ações e estratégias e deixar de olhar a crise como um monstro incompreensível. Tem de haver praticidade e objetividade", reforça. Quando a crise estourou em outubro, acreditava-se que o problema estava concentrado na variação cambial e na falta de liquidez, mas com o passar dos dias, percebeu-se que a redução da demanda seria uma pedra no sapato de toda a indústria. Para a diminuição do consumo, Hajjar sugere que se ofereçam produtos mais baratos ou modularizados, além da já citada busca por nichos de mercados aquecidos.

    O autor de Leveraging the New Infrastructure, Peter Weill, diretor do Center for Information Systems Research (CISR) e pesquisador cientista
    sênior da Sloan School of Management do Massachusetts Institute of Technology, possui uma teoria sobre a implementação de TI em três níveis. De forma simples, o primeiro é o que se refere a infraestrutura; o segundo, a sistemas transacionais; e o terceiro é a inteligência da tecnologia. Este último quesito, de acordo com Hajjar, é o que determinará o sucesso da indústria de TI no atual cenário. "Muito mais que a otimização dos recursos, hoje os clientes querem que a TI os ajude a vender mais", afirma o especialista. "O outsorcing é fundamental, um tremendo aliado na crise. E recomendo a terceirização de tudo: pessoas, equipamentos e operacional".

    Hajjar sugere que as empresas usem a criatividade para adaptar seus negócios à demanda. "O tempo que o canal podia ser só vendedor acabou. Tornemse vendedores de negócio. Agora é o momento de se profissionalizar", arremata Cherto.

    Na mesma linha de raciocínio, Claudio Nasajon, presidente da desenvolvedora de software que leva seu sobrenome e ex-presidente da
    Assespro-RJ, afirma que as empresas de TI devem se esforçar para continuar atuando normalmente e ainda indica a captação de recursos como uma saída. "O cenário muda porque as empresas de investimento se retraíram, mas elas têm de continuar investindo, naturalmente. Tanto governo, como os fundos - que também têm apoio governamental - vão investir, mas agora estão mais seletivos ainda", ressalta
    Nasajon. O executivo lembra que desde o estouro da bolha da internet os investidores são cautelosos quanto às empresas de tecnologia.
    A Assespro-RJ lançou, no final do ano passado, ainda sob a gestão de Najason, um guia de captação de recursos para as empresas de TI, referente aos anos de 2008 e 2009. Tal guia estimula o empreendedorismo e ajuda os empresários a entender como funcionam os diferentes tipos de investimentos disponíveis.

    Porém, outro consenso entre os especialistas: uma empresa bem estruturada do ponto de vista da gestão administrativa, financeira, pessoal e operacional, além de transparente, é fundamental para a abordagem correta com o investidor. "O guia não foi pensado para a crise. Com ou sem crise o empresário de TI no Brasil tem de se organizar para crescer", pontua Najason.

    A pesquisa

    O estudo "Impacto da crise americana no mercado brasileiro", realizado pela Advance Marketing e o Grupo Cherto, em parceria com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), mostra que, na visão de empresários de diversos setores da economia, empresas menores e preparadas tendem a observar um efeito positivo com o advento da crise. Para 27% dos 580 respondentes, alguns clientes que geralmente compram de empresas maiores devem entrar no alvo das companhias de menor porte, em função, por exemplo, da busca do mercado por preços menores.

    Outros 10% dos entrevistados enxergam a crise como um bom momento para analisar e rever os produtos e serviços ofertados, enquanto
    a redução da concorrência internacional é mencionada por 14% das empresas. Hajjar pondera a questão, no entanto, ao considerar o possível aumento da concorrência com os produtos asiáticos, já que a tendência é de que os países de lá, com a retração do mercado norte-americano, busquem mais penetração em outros territórios.

    A revisão do quadro de funcionários, a oportunidade de exportar serviços e a reformulação da estrutura de canais e distribuição são outros efeitos positivos pontuados pelos respondentes e indicados pelo consultor.

    Por outro lado, na lista de efeitos negativos mencionados no levantamento, figuram a retração do mercado em geral (38%) - já apurada e confirmada pelo IGBE -; o aumento dos preços em virtude do câmbio do dólar (13%); clientes nacionais comprando menos (11%); falta de crédito para o consumidor (10%); redução de margens (8%); entre outros.

    Hajjar destaca que a frase "ainda não sabemos o que vem pela frente", bastante mencionada pelos representantes do mercado que responderam a pesquisa, é uma verdade, mas que o "efeito psicológico", como chama, prejudica o consumo e o mercado, fazendo com que mesmo empresas que não seriam afetadas pela crise adotem medidas de redução de custos.

    Comparação

    Os resultados da pesquisa serviram para que o consultor Dagoberto Hajjar fizesse uma comparação com os resultados de outro estudo
    apurado em outubro (divulgado na edição 278 de CRN Brasil, com exclusividade). "Embora a percepção do mercado em torno da crise
    tenha se mantido - 81% dos entrevistados consideram o cenário grave ou muito grave -, a atmosfera de pessimismo é menor. Os
    empresários começam a ver o impacto de forma mais realista", diz o consultor.

    Ao mesmo tempo, no comparativo com o levantamento realizado em outubro, é possível verificar que, embora o empresário considere a crise um pouco menos grave, o tempo que se levará até uma estabilização da economia será um pouco maior. Para 31% de todo o universo
    pesquisado, será necessário cerca de dois anos até atingir um patamar estável. Se avaliado apenas o mundo de TI e Telecom, os executivos acreditam que esse tempo será de cerca de 1 ano.

    O levantamento também perguntou aos respondentes a previsão de faturamento para 2008 e 2009, em cenários com crise e sem crise. E o resultado é que, para 66% das empresas, o crescimento seria de 10% a 50%, neste ano, diante de um cenário normal. Com os tropeços da economia, esse percentual cai para 39% das companhias. "E aí surgem 20% que apontam recessão para o período, com faturamento menor do que tiveram em 2007", complementa o consultor. Em 2009, o percentual de companhias em recessão chega a 25%, segundo a pesquisa.
    Na média, o impacto nas vendas das empresas de todos os setores mapeados pelo estudo aponta para 11,86%, em 2008, e para 16,12%, no ano seguinte. Em TI e Telecom, esses números fi cam em 13% e 16%, respectivamente.

    Nova Postura

    Quando questionados sobre o papel da tecnologia como aliada no momento de crise, pela perspectiva das empresas consultadas que são consumidoras de produtos de TI, ela pode não só reduzir e otimizar custos (62%), mas também ajudar a aumentar as vendas e o time to
    market (15%). Hajjar reforça que as empresas serão obrigadas a terem mais eficiência operacional, com planejamento, racionalização de custos, colaboração entre a cadeia, inteligência de mercado, novos produtos, inivação e criatividade - itens pontuados, também, pelos próprios participantes da pesquisa como formas de enfrentar a crise.

    De acordo com o especialista, na primeira pesquisa realizada pela Advance, apenas 20% das empresas responderam a questão sobre quais medidas vão ajudar a superar esse momento. "Desta vez, 62% das empresas deram uma lista extensa de como enfrentar a crise", comemora Hajjar, indicando análise de cenários e novo planejamento estratégico e ações de marketing para aumentar as vendas como outros
    itens mencionados. "Agora, as companhias sabem o que precisam fazer".

    Leia a CRN 282 em www.crn.com.br

    Como assar um peixe e a gestão em tempos de crise

     
    Devemos ter bem claro que as mudanças neste século são mais rápidas que no século passado e temos de filtrar o excesso de informações

    Recentemente, durante um debate em um workshop de formação de líderes para equipes de alto desempenho a um grupo de uma empresa de tecnologia, um homem de meia idade fez o primeiro comentário. Eu já o havia identificado como um dos líderes, pois a cada vez que eu desafiava o grupo, percebia que muitos olhavam para ele, a fim de ver qual seria sua reação.

    "Isto que você disse é muito bonito, mas não se aplica aqui. Temos o estado da arte em tecnologia, mas lutamos contra cronogramas, produtividade e necessidade de resultados. Devido à última reestruturação, nem todos têm a mesma experiência, o que faz com que trabalhemos de forma árdua e com frequência após o expediente. Trabalhamos no limite. Aqui, não vejo possibilidade de aplicar esses novos conceitos. Minha opinião é que devemos continuar no bom e velho estilo de gerenciamento", disse ele.

    Imediatamente, observei um conjunto de cabeças concordando com a colocação. Partindo de um líder, aquela afirmação era significativa e refletia uma situação de alerta para a empresa. Ao responder, contei uma historia que ouvira de um participante em um seminário em Minas Gerais.

    Um jovem casal recebe a visita da sogra e a nora prepara um peixe que sua mãe servia em ocasiões especiais. Mesmo a contragosto, a sogra foi obrigada a fazer elogios, porém com uma pergunta: qual o motivo de ter servido somente a parte central dos peixes? Eram dois bonitos pintados, mas a nora somente aproveitara o terço central de ambos. Seu filho economizaria se tivesse preparado apenas um peixe inteiro.

    A nora explicou que assim deveria ser preparado, pois era uma receita de família, resposta que não convenceu nem a sogra e nem seu jovem marido. Em outra oportunidade, ainda intrigado, o marido perguntou à mãe de sua esposa a razão de somente aproveitar a parte central do peixe e a resposta foi a mesma: assim deveria ser preparado, pois sua mãe sempre fizera desta maneira. Resposta que também não satisfez o genro.

    Um mês depois, o jovem casal fez uma visita aos avós da esposa. Uma excelente oportunidade para que se esclarecesse a história de somente utilizar a parte central do peixe naquela receita. A resposta da avó foi surpreendente e simples: "Éramos pobres e morávamos no sítio. O peixe era farto e pescado em um rio que cortava nossa propriedade. Tínhamos somente uma velha assadeira pequena onde não cabia um peixe inteiro, portanto aproveitávamos somente a parte que tinha mais carne e que coubesse na assadeira".

    Muitos gestores trabalham com tecnologias, ferramentas e conhecimentos do século XXI, mas com conceitos comportamentais do século passado. O ato de liderar transforma o profissional qualificado em qualificante, com importantes contribuições ao desempenho das equipes, resultando em expressivos ganhos operacionais para a empresa e com consequente aumento da eficiência e redução da pressão individual.
    O líder que serve, cultiva na equipe o comprometimento e a capacidade de aprender, introduzindo, entre outras, a prática do mentoring com a criação de "multiplicadores parceiros", onde todos aprendem com todos. Através da prática do mentoring pode-se introduzir e disseminar princípios pela organização, caracterizar e unir uma equipe de trabalho e, principalmente, fazer com que todos pensem e executem, sem ficar muito engessados com métodos estabelecidos no passado e que possivelmente hoje são obsoletos e redutores da eficiência e prazer no trabalho.

    O ato de raciocinar e decidir em benefício do grupo, característica do ser humano, parece ser uma heresia do funcionário comum nos dias de hoje. De modo contrário ao que víamos no passado, é muito importante que cada colaborador seja um empreendedor em seu posto, que quebre paradigmas em benefício do todo e que busque, por meio de seu raciocínio, melhorar cada vez mais o seu desempenho e do grupo.
    Esta mudança de comportamento é conseguida através do mentoring, que é feito pelo líder-servo que quase sempre não ensina nada de novo, mas estimula o uso do raciocínio e da criatividade para aprimorar desempenhos. Isto requer doação, paciência e principalmente: sabedoria. O mentor não tem receio de compartilhar a sua experiência, pois sabe que quanto mais eleva o nível do grupo, mais a sua liderança se torna eficaz.

    Pode parecer piegas ou utópico, mas desconheço métodos de liderança eficazes que não passem pela constatação de que todos os membros do grupo se sintam amados pelo seu líder. Não conheço também um grupo verdadeiramente eficiente, onde esta troca de sentimentos não esteja presente, pois o respeito, a camaradagem, a confiança fazem com que cada um disponibilize o que tem de melhor em benefício de todos.

    Nós, que atuamos com gestão de pessoas, devemos ter bem claro que as mudanças neste século são mais rápidas que no século passado e que temos que filtrar o excesso de informações e acompanhar estas mudanças. Mas talvez em algum momento descubramos que tudo isto é muito antigo, sempre esteve aí para ser utilizado, porém, pela nossa característica predominantemente racional, não tenhamos tido a vontade política de perceber e usufruir.

    Podemos ainda estar assando peixe grande em assadeira pequena, talvez desprezando a melhor parte...

    * Clayson Dellcorso é consultor e escreve mensalmente no Reseller Web | Cleyson Dellcorso - cleyson@dellcorso.com.br

    February 04

    Reforma tributária: rumo ao atraso

     
    Desde antes do governo Fernando Henrique Cardoso, fala-se, à exaustão, em reforma tributária que diminuísse os impostos em quantidade e valor, bem como a burocracia, e até eliminasse a guerra fiscal, redistribuindo, com justiça, a arrecadação entre os entes federativos. E que, enfim, provesse condições para a economia deslanchar de fato. FHC não a fez. Já o presidente Lula, montado em sua popularidade obtida nas urnas em sua primeira eleição, tentou fazer algo parecido com o que se sonhava, mas ocorreu um avanço muito pequeno, a despeito de todo o empenho do relator da proposta na época, o deputado Virgílio Guimarães. Prometeu-se, na época, que se faria algo mais completo mais à frente.

    O governo Lula achou que agora é a hora. Baseando-se em uma Proposta de Emenda Constitucional do próprio Virgílio, foi criada uma comissão especial, presidida pelo deputado Antônio Palocci, para dar parecer sobre esta tão esperada Reforma Tributária. A briga pela relatoria acabou transformando o deputado-empresário Sandro Mabel no relator. Com um ex-ministro da Fazenda na presidência e um empresário de peso na relatoria, passamos a acreditar que algo de vulto poderia sair dali, finalmente. Ledo engano.

    De maneira geral, a reforma pareceu, de início, perigosa. Mais exatamente, um salto no escuro, uma vez que quase todas as definições importantes estavam sendo escamoteadas para decisão futura, em instâncias diversas. Até a desoneração de 6% dos 20% dos encargos patronais com a folha de pagamentos (a isca para obter a adesão do empresariado) não tinha data para entrar em vigor e era deixada para ulterior regulamentação. Os novos impostos englobando contribuições davam um belo alívio para os estados e municípios (isca para os outros entes federativos), mas também pecavam por indefinições sérias no texto que se quer aprovar.

    Afora estes fatores, ainda temos a certeza de que a guerra fiscal, de fato, não acaba e o ICMS, tão decantado como imposto anacrônico e que seria a principal vítima de uma reforma tributária real, passa a ganhar sobrevida com o relatório do senhor Sandro Mabel. Juntem-se a isto os efeitos da crise global no País e vamos ter que dar razão a um conjunto significativo de parlamentares que dizem ser uma irresponsabilidade querer fazer algo deste tipo, neste momento, ao desestabilizar, por exemplo, economias como a do Estado do Espírito Santo. Não só os deputados acham isto: os governadores dos estados da região sudeste, unanimemente, decidiram pedir aos seus deputados que não deixem passar a reforma neste momento. Dois oposicionistas e dois governistas unidos contra a reforma. Contra esta reforma! E mais, secretários de Fazenda de 20 unidades da federação pediram que se adie a apreciação da matéria.

    Mas os problemas não ficam por aí. O setor de software (programas de computador) e de Internet podem vir a sofrer um duro golpe. O relator, em seu retoque rejuvenescedor no ICMS, resolveu tributar o software e as transferências via Internet por este anacrônico imposto, medida da qual já tínhamos conseguido nos ver livres, desde a Constituição de 1988. Em palavras bem simples: decidiu que as empresas de informática e seus clientes, sócios do prejuízo provocado pela sanha arrecadadora dos estados, podem pagar algo entre 17% e 35% de imposto em troca dos 2% a 5% que pagam hoje de ISS. Algo estarrecedor!

    Não há, em sã consciência, justificativa para se tributar um setor de serviços, que tem uma cadeia produtiva curta, que não gera crédito para compensar pois o seu principal insumo é mão-de-obra, com um imposto de alta alíquota gestado para gravar cadeias longas e de produtos, bens e não serviços. Software não é mercadoria. Não há venda do software e sim cessão de direito de uso. Além disto, uma empresa de software pagar uma, duas ou no máximo três vezes a alíquota de ISS, cumulativo, é razoável, aceitável e está dentro do seu planejamento tributário. Mas pagar 25% não-cumulativos, que seja, em uma, duas ou três etapas fará com que, em cada etapa, ela deixe algo entre 8% e 25% do seu faturamento nas mãos do governo. Não há como não repassar este aumento.

    E é ai que o estrago não fica só no setor de software. À medida em que o software é um dos principais, se não o principal, insumo para a produtividade e competitividade das empresas, o aumento brusco, brutal e insano da carga tributária sobre ele fará com que toda a economia se ressinta. E é por isto que podemos dizer que esta reforma, como proposta pelo relator, além de um belíssimo e irresponsável salto no escuro, é um fantástico avanço em direção ao passado e ao atraso!

    kicker: Empresas de software correm risco de recolher de 17% a 35% de ICMS em substituição aos 2% a 5% que pagam hoje de ISS

    (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Leonardo Humberto Bucher - Secretário-executivo da Frente Parlamentar Mista da Informática do Congresso Nacional )
    February 03

    Uma ferramenta estratégica para as empresas emergentes

     
    Uma das características marcantes da evolução dos negócios nas ultimas décadas é a especialização crescente. Até os mais sólidos grupos econômicos foram levados a optar por aqueles produtos ou serviços nos quais apresentavam competitividade destacada. A redução das barreiras comerciais e a cultura globalizada varreram do mapa as antigas reservas de mercado. Hoje, praticamente qualquer produto ou serviço conta com competidores internacionais. Isso evidenciou o que já se sabia desde Darwin, “sobrevivem aqueles que mais rapidamente se adaptam às mudanças”, ou também, aqueles que buscam a especialização e focam suas energias e recursos no que sabem fazer melhor.

    Essa realidade levou as empresas a focarem seus recursos na atividade-fim, gerando um aumento acelerado das chamadas atividades terceirizadas, o outsourcing, através das quais a empresa conta com especialistas externos para desempenhar certas funções que não sejam a sua razão de existir. A terceirização proporciona enormes ganhos adicionais e flexibilidade, o que pode significar redução de custos fixos e de necessidades de investimentos.

    Hoje em dia, praticamente todas as empresas contam com processos terceirizados, envolvendo desde a segurança até a produção. Nos últimos 20 anos, diversas empresas passaram a terceirizar atividades de processamento, entre elas, obrigações fiscais e contábeis, folha de pagamento, processamento de pagamentos e faturamento. Isso passou a demandar profissionais especializados e atualizados em legislações, aumentando a segurança administrativa e diminuindo os riscos de multas e passivos.

    A hora da verdade
    No mercado brasileiro surgiu um fator adicional. Pequenos e médios empresários expostos à globalização identificaram excelentes oportunidades de expansão dos seus negócios, associando-se a empresas globais, abrindo o capital ou simplesmente vendendo o negócio. Em várias situações essas empresas não contavam com um adequado sistema de geração de informações contábeis e financeiras, que lhes permitisse comparar a rentabilidade, custos de financiamentos e outros fatores críticos, com os seus competidores externos. Em outros casos, existia a convivência com um ambiente de elevados riscos fiscais.

    No momento da inserção real no ambiente globalizado aparecem os custos invisíveis de se ter controles inadequados, na forma de redução do valor da empresa em uma transação ou associação.

    A terceirização de processos de suporte surge como uma alternativa para elevar o ambiente de controles das empresas emergentes e colocá-las no nível das empresas globais, com significativa redução de necessidades de investimento em estrutura.

    Embora a terceirização traga diversos benefícios, o processo precisa ser implementado levando em consideração um contexto amplo dos negócios da empresa. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pela Deloitte finalizado no início de 2008, no qual foram entrevistados 300 executivos seniores de várias empresas localizadas nos EUA, Canadá, Reino Unido e Alemanha. É preciso ter em mente que não basta terceirizar uma operação ou processo – é necessário encontrar parceiros que sejam capazes de oferecer soluções integradas e avançadas, permitindo às empresas emergentes melhorar a gestão de seus processos de negócios. E, com isso, estarem aptas a buscar clientes, aonde quer que eles estejam.

    * Luiz Costa é sócio-líder da área de Outsourcing da Deloitte

    O impacto da crise nas PMEs

     
    Empresas pequenas e médias costumam conviver com empréstimos e financiamento de boca de caixa. Aquele pedido ao gerente de banco em visita à agência, com contratos inflexíveis, muito rígidos e de curtíssimo prazo, torna-se capital de giro para o bom andamento do negócio. Parte expressiva desse grupo de empreendedores não exporta, mas revende produtos importados. Neste momento, para essas empresas, a gestão financeira e a proximidade com o cliente podem representar o fortalecimento do negócio em meio à instabilidade.

    Micro, pequenas e médias empresas estavam, no geral, apresentando taxa de mortalidade decrescente nos últimos anos, de acordo com estudos do Sebrae. Esse quadro é fruto do perfil dos empreendedores, que melhorou em diversos aspectos, desde o nível de escolaridade e formação profissional até a integração associativa. Além disso, a diversificação dos negócios, a abertura de sociedades (e não de empresas individuais) e a maior participação em licitações governamentais também contribuíram para um quadro mais positivo nessas organizações.

    A legislação e o ambiente de negócios melhoraram; o planejamento para abertura da empresa passou a ser mais bem apurado. A aventura nos negócios diminuiu bastante. A gestão financeira passou a ser o centro da realização do empreendedor de pequeno porte. Agora, neste momento de transição da economia, ela (a financeira) é peça fundamental para a longevidade ativa dos negócios.

    Mesmo com toda a instabilidade, campos continuam abertos para pequenas e médias empresas, principalmente nas áreas de saúde, educação, serviços pessoais, qualidade de vida, inovação e solução tecnológica, processos, meio ambiente etc. Ao contrário do que se imagina, esses segmentos ganharam ainda mais peso pós-turbulência. Eles representam o caminho que deve seguir o mundo, depois que o esbanjamento ilimitado e a ideologia de expansão irresponsável foram freados pela incapacidade de sustentabilidade – a turbulência econômica, na realidade, é fruto dessa afirmativa.

    Preparar-se para a retomada do crescimento mundial e a mudança do eixo econômico (é certo que ele virá para a América Latina) são de suma importância. O crescimento do Brasil puxado pelo consumo interno (não temos tanta dependência externa assim, embora não saibamos o tamanho do estrago global causado pela crise e que dimensão ela pode nos atingir), o aumento da classe C a respectiva diminuição da D e E, associados à redução das desigualdades sociais e ampliação da expectativa de vida da população fortalecem a capacidade de superação das micro, pequenas e médias empresas nesse novo cenário.

    É fundamental a essas empresas consciência de seu papel na economia e a sua capacidade de ordenar a estrutura e funcionamento da organização em período de mudança de paradigma econômico. Afinal, elas representam mais de 95% das firmas brasileiras.

    *Roni de Oliveira Franco é especialista em finanças, gestão empresarial, gestão de outsourcing, sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios.

    Demissões: o Brasil está imune?

     
    O mercado de TI pelo mundo não para de emitir sinais preocupantes. As gigantes da área anunciam milhares de demissões pelo mundo, diminuição de produção para ajustar estoques “encalhados”, com o agravante de que produtos de alta tecnologia tornam-se obsoletos muito mais rapidamente que outros bens. Mas um ponto tem chamado a atenção nessas notícias: em geral, os planos de redução de quadros não incluem o Brasil. Mas por quê?

    Nossa economia está sentindo os efeitos da crise global. O desemprego aumentou, sobretudo na indústria. Nosso governo, que antes apostava em “marolas”, agora já está revendo suas posições. Mas é latente o esforço de encontrar boas notícias que mantenham o ânimo da nossa economia, que vinha embalada. O Banco Central fez um importante movimento de baixa da taxa Selic, a Petrobrás fez anúncio de investimentos bilionários, organizações econômicas mundiais afirmam que o Brasil ganha destaque quando o assunto é o quanto cada país sofrerá durante este momento difícil. Afetado, sim, mas dentre as maiores economias emergentes, será o que menos sofrerá impacto, é o que sugerem os estudos dessas agências.

    Nosso sistema bancário não se mostrou vulnerável à crise de crédito, grande protagonista do momento. Pelo contrário, também deram mostras de vitalidade com novas fusões e aquisições. E se a questão é colher notícias positivas no meio da tempestade, o mercado de TI no Brasil também merece destaque, a começar por essa “imunidade” aos planos de redução externos.

    São vários anos de mercado aquecido. As empresas de TI no Brasil, nos últimos anos, enfrentaram problemas com pessoal, sim, mas pela escassez do recurso humano capacitado. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), faltam 30 mil pessoas capacitadas em TI no país. Em dois anos, esse número deve subir para cem mil. Essa notícia é, por um lado, ruim, já que expõe nossa grave deficiência na formação de mão-de-obra qualificada, mas também não deixa de ser animadora. Afinal, o mercado esteve altamente “comprador”, com salários em alta, muita disputa pelas melhores cabeças e até recompensas por indicações de profissionais para as vagas disponíveis. Esse movimento, ao que parece, ainda não se viu significativamente afetado.

    Já temos muitas evidências de que nosso barco não está passando por simples marolas. Os pingos mais grossos, aqui e ali, já deixam claro que há tempestades no horizonte. Mas se, diariamente, ouvimos sobre danos tão profundos lá fora e sobre economias em marcha à ré, e por aqui vemos o país se molhando, reduzindo a velocidade, mas ainda navegando para frente, até os menos otimistas podem acreditar que o Brasil sairá mais forte da crise do que seus pares pelo mundo, que terão que recuperar terreno perdido.

    Ainda que fundamentalmente financeira, toda crise também tem uma grande parcela de fatores psicológicos, de humor, confiança, quantidade de oferta de boas notícias em tempos ruins. A área de TI no Brasil e seu mercado têm colaborado, segurando suas posições e acreditando ao menos na manutenção da demanda atual. Existe ainda o “fator Obama” no ar, gerador de esperança e grande promessa de reação americana no médio prazo.
    Eu acredito muito que nosso guarda-chuva aguentará bem até as aberturas de sol projetadas para 2010.

    (*) Rubens De Souza é gerente de negócios da DocPath Document Solutions Brasil
    February 02

    Em Davos, Bill Gates pede manutenção de ajuda a países pobres

     
    Bill Gates, co-fundador da Microsoft, e sua esposa, Melinda Gates, fizeram nesta sexta-feira, 30, um apelo para que sejam mantidos os compromissos de ajuda externa e de investimentos aos países pobres, mesmo diante da crise financeira internacional.

    Ao participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Gates defendeu que o trabalho conjunto com o objetivo de ajudar os pobres é "mais importante do que nunca" em face aos desdobramentos da crise financeira sobre as economias.

    "É preciso que se continue a ajudar para melhorar a vida e a saúde das populações pobres do planeta", disse Gates, ao lado de Melinda, após alertarem para o risco de um retrocesso na melhoria das condições de vida alcançadas nos últimos anos devido à atual crise.

    Bill e Melinda Gates anunciaram um novo empréstimo de US$ 34 milhões à Rede Global de Doenças Tropicais para ações de controle e de prevenção de doenças até 2020. As informações são da agência portuguesa Lusa.
    January 30

    Vender é manter relação de confiança

     
    Júlio Vidotti reflete sobre o papel crucial do vendedor dentro de uma empresa

    Desde um passado não muito distante, a atividade de vender vem ganhando grande destaque no mundo. Da era mercantilista ao início da era empresarial, o poder na negociação e a "arte de vendas" foram responsáveis pela evolução e pelo desenvolvimento de muitos negócios na sociedade.

    E essa atividade cresce cada vez mais, chegando agora ao seu auge, pois vivendo em uma economia globalizada, em que a competitividade, a cada momento, fica mais acirrada, nos deparamos com empresas morrendo do dia para noite, principalmente por falta de bons vendedores.

    Mas aonde anda esse ser humano que dispõe de habilidades especiais para exercer essa atividade tão fundamental para nossas empresas?

    Muitas vezes, o encontramos no mercado em destaque na área de vendas, podendo ser desde um camelô até um alto executivo que tenha o dom para vender, sem nunca antes ter tido qualquer tipo de treinamento formal. Contam com formação intuitiva, baseada em experiências práticas que a escola da vida os ensinou, desde os pequenos passos da educação infantil e, mais adiante, nas situações de convívio na sociedade, em que tiveram a oportunidade de desenvolver a habilidade de negociação e convencimento das pessoas a seu redor.

    Por outro lado, a maioria dos profissionais que atua na área de vendas não teve a oportunidade de desenvolver a habilidade de negociação, ou porque foram levados à área por terem desenvolvido bom trabalho na área de origem (engenharia, técnica, administrativa etc.) ou até por falta de opção de emprego no mercado de trabalho e encontraram nas vendas uma alternativa de sobrevivência. Na prática, muitos têm interesse em progredir na área, mas acabam encontrando dificuldades para isso, pois não existe uma faculdade de vendas.

    Essa carência de conhecimentos específicos e técnicas de negociação está fazendo com que tais profissionais foquem, cada vez mais, suas vendas em preço e prazo de pagamento, pois não conseguem valorizar os benefícios dos produtos ou serviços que têm em suas mãos para vender. Vender para muitos significa tirar pedido ou ficar esperando que o cliente tome a decisão pela compra.

    Mas vender não é isso! Vender é desenvolver uma relação de confiança, acompanhar o projeto de ponta a ponta, demonstrando interesse, procurando conhecer melhor as necessidades e o negócio do cliente e, principalmente, ajudando o cliente a encontrar a solução para seu problema.

    Não podemos esquecer que uma boa venda é aquela em que ambas as partes realizam um bom negócio. Ficam satisfeitos o cliente, por poder atender suas necessidade, e o fornecedor, por entregar o produto ou serviço com margens satisfatórias e conquistando mais uma referência no mercado.

    Neste caso, o conceito de caro ou barato não existe, e o que fica é a satisfação do preço justo pela qualidade dos produtos, pela confiança dos serviços e o comprometimento do fornecedor.

    * Júlio Augusto Vidotti tem 28 anos no mercado tecnológico, é diretor-executivo da BPsolutions, distribuidora de tecnologias e soluções para automação e negócios e escreve mensalmente no Reseller Web.

    January 29

    Ação do Yahoo sobe à espera de acordo com a Microsoft

     
    Carole Bartz, a nova executiva-chefe do Yahoo, deixou as portas abertas para um acordo rápido sobre a venda do seu serviço de busca na internet para a Microsoft, depois de a companhia anunciar, ontem, a primeira queda nas receitas desde 2001.   

    "Não cheguei aqui com noções preconcebidas sobre nada", disse a executiva, reagindo a notícias de que havia sugerido que a manutenção do negócio de busca poderia estar dentro dos melhores interesses do Yahoo no longo prazo. Ela também deixou claro que em apenas oito dias após assumir o comando do Yahoo já estudou as questões práticas da venda do negócio de busca, que muitos analistas e investidores querem que aconteça desde que a Microsoft abandonou a oferta de uma aquisição plena no ano passado.

    "Há muitas partes diferentes no negócio de busca. Algumas são mais fáceis de ser separadas, outras não", disse Bartz. Ela falou sobre o valor do negócio, dizendo que ele tem uma importância mais ampla para o Yahoo do que apenas os lucros que produz, mas não forneceu nenhuma consideração específica que possa impedir a venda.

    Seus comentários foram feitos ao mesmo tempo em que a companhia anunciou seus resultados trimestrais e ajudaram as ações - que caíram mais de 40% no ano passado - a subirem mais de 7%, ontem, para US$ 12,20.

    A busca é a única parte das operações do Yahoo a ter registrado crescimento nos últimos meses do ano passado, de acordo com os resultados divulgados. As receitas gerais da companhia caíram 1%, para US$ 1,8 bilhão, depois que os negócios de publicidade em banners - o modelo mais tradicional de anúncio na web - sofreram com a desaceleração econômica.

    Refletindo os comentários feitos por executivos do Google na semana passada, Blake Joergenses, diretor financeiro do Yahoo, disse que os grandes anunciantes reagiram à recessão tirando uma parcela maior de seus orçamentos dos banners, em direção a formas de anúncios por "desempenho", como a área de busca, que apresenta retornos mais fáceis de serem avaliados.

    As receitas do Yahoo com seus próprios sites de busca subiram 11% no quarto trimestre de 2008, para US$ 436 milhões. As propagandas em banners caíram 2%, para US$ 506 milhões. A receita com sites afiliados que transmitem anúncios do Yahoo caiu 4%, para US$ 532 milhões, em parte devido à mudança para melhorar sua rede de sites associados.

    Carole Bartz não descartou uma venda do negócio de busca, mas disse que não haverá nenhuma mudança estratégica drástica. "Se eu vim para o Yahoo para vender a companhia? A resposta é não", disse ela. "Esta não é uma companhia que precisa ser reduzida a pedacinhos e jogada para as galinhas".

    Após uma baixa contábil de US$ 448 milhões referente a bens intangíveis de investimentos feitos na Europa, e uma despesa de reestruturação de US$ 108 milhões, o Yahoo divulgou um prejuízo de US$ 303 milhões.

    No entanto, os lucros subjacentes cresceram graças a uma reestruturação que incluiu a eliminação de 1,6 mil empregos, ou 11% da força de trabalho, nos últimos meses de 2008.(Valor Econômico Online)
    January 28

    Aumenta preocupação dos brasileiros com segurança na w

     
    O índice de segurança na internet no Brasil, que mede a preocupação das pessoas com a segurança dos computadores quanto a vírus ou e-mails não solicitados, subiu de 135 para 148, em uma escala de zero (nenhuma preocupação) a 300 (preocupação extrema), segundo pesquisa encomendada ao Lieberman Research Group pela Unisys.
    O crescimento, segundo o levantamento, foi de 13 pontos em relação à pesquisa feita no primeiro semestre de 2008. Ainda assim, o resultado está abaixo do índice de 152, obtido no estudo realizado em agosto de 2007.

    De todo modo, cerca de 48% dos brasileiros estão "extremamente" ou "muito preocupados" com a segurança das transações na internet, enquanto quase um quarto não tem nenhuma preocupação nesse sentido.

    Na comparação com o primeiro estudo, realizado em agosto de 2007, os índices permaneceram praticamente inalterados. A única mudança significativa foi no quesito relacionado à segurança financeira, que pulou de 167 para 186. Com isso, o estudo mostra que 85% da população está "extremamente" ou "muito preocupada" com o uso indevido de informações de cartões de crédito e débito por outras pessoas.
    January 27

    Apesar da crise, gigantes de TI se mantêm fortemente capitalizadas

     
    Mesmo com o agravamento da crise financeira mundial, a grandes empresas de TI dos Estados Unidos estão com dinheiro sobrando em caixa. Mas a maioria dos executivos dessas companhias dificilmente poderão contar com essa sobra para investimentos em novos projetos ou para turbinar o orçamento, já que será usada para remunerar os acionistas ou acelerar os planos de aquisição.

    A postura dessas empresas, ao contrário de muitas companhias de outras indústrias que dependem cada vez mais do escasso mercado de crédito para fazer caixa, tem sido extremamente conservadora. Levantamento feito pelo Financial Times lista entre essas empresas, o Google, que conta com um caixa de US$ 16 bilhões, e a Microsoft, que mantém quase US$ 21 bilhões em recursos. "Você continuará a nos ver com muito dinheiro” disse Steve Ballmer, CEO da Microsoft, ao jornal britânico. Segundo o executivo, nesse ambiente de crise, a maioria das pessoas diria que o dinheiro é rei. “A maioria das pessoas tendem a guardar dinheiro muito bem, porque você nunca sabe quando pode precisar dele", frisou.

    A forte posição de caixa das empresas de tecnologia deixou as companhias com grande flexibilidade financeira. Embora algumas empresas, como a Microsoft e Cisco Systems, tenham grandes quantias de dinheiro desde antes do início desta década, outras, como a Apple e o Google, têm utilizado o sucesso dos últimos anos para integrar a nova elite super-rica da indústria de tecnologia.

    As experiências anteriores de desaceleração econômica, como da bolha da internet em 2001, e o medo de que pudessem ter de recorrer às reservas, tornaram essas empresas mais cautelosas com os gastos. Muitas empresas do Vale do Silício quase sucumbiram, como a Intel, que foi forçada a tomar um investimento da IBM no início de 1980, e a Apple, que aceitou um aporte de US$ 150 milhões oferecido pela Microsoft, logo após o regresso de Steve Jobs ao comando da companhia, em 1997.

    Atualmente, a Intel tem como regra manter em caixa dinheiro suficiente para financiar um ano de pesquisa e desenvolvimento, bem como o capital necessário para desenvolver a próxima geração de seus chips, segundo informou Robert Burgelman, professor da Stanford Business School, ao Financial Times.

    Apesar de gastar cerca de US$ 2 bilhões por ano com pesquisa e desenvolvimento e capital de investimento, o caixa de US$ 26 bilhões da Apple a deixou como a empresa mais capitalizada do mundo da tecnologia – um grande contraste com a última recessão, quando começou com menos de US$ 4 bilhões em caixa. O dinheiro já é responsável por cerca de um terço do seu valor de mercado.

    Desde a última crise no mercado de tecnologia, muitas outras empresas do setor têm respondido à pressão dos acionistas para reduzir parcialmente o caixa, comprando ações e fazendo pequenas aquisições. "Mas a manutenção de uma grande quantia em caixa deixa a empresa com um leque de opções para o futuro, tais como fazer aquisições e investir no seu negócio. Além disso, também envia uma forte mensagem para os seus clientes, mostrando o poder da empresa”, disse Frank Calderoni, diretor financeiro da Cisco, que tem caixa líquido de US$ 20 bilhões.
    January 26

    Microsoft e Ericsson dizem que demissões não atingirão o Brasil

     
    As demissões anunciadas nesta semana pela Ericsson (3 mil funcionários) e a Microsoft (5 mil), como parte de um plano de reestruturação visando a redução de custos, face à desaceleração da economia mundial, não devem atingir a subsidiárias das empresas no Brasil.

    Em comunicado, a Microsoft Brasil esclarece que o anúncio de redução de quadros feito na quinta-feira, 22, pela Microsoft Corporation não vai afetar a operação da empresa no Brasil.

    Já a Ericsson do Brasil também disse por meio de comunicado que "os cortes de funcionários comunicados pela matriz não se refletem no Brasil neste momento. Eventuais ajustes no quadro de funcionários serão analisados, caso a caso, em cada mercado de atuação da companhia".

    Os comunicados seguiram o que já havia acontecido com a EMC, que após anunciar plano de dispensar 2,4 mil funcionários em todo o mundo, disse que a medida não atingiria o Brasil.

    Salários sobem, mas segurança em relação a emprego cai

     
    Pesquisa da empresa Dice mostrou que salários na TI subiram em 2008, mas trabalhadores estão preocupados com demissões

    Os salários na indústria de tecnologia cresceram cerca de 4,6% em 2008, mesmo com a recessão. A constatação é de uma pesquisa elaborada pela Dice e divulgada nesta quarta-feira (21/01). Segundo o levantamento, a maioria dos 19 mil trabalhadores observou, entre agosto e novembro do ano passado, aumento em seus ganhos. Esses profissionais, no entanto, estão inseguros quando o tema é a estabilidade.

    "Os salários na área de tecnologia estão crescendo mesmo com a economia em crise, o que revela como as coisas mudaram desde os dias das ponto com"., comentou o SVP da Dice, Tom Silver.

    A empresa registrou um crescimento de 67% na quantidade de currículos postados em seu site no último trimestre de 2008 em relação ao mesmo período de 2007. Para a companhia, isso revela a ansiedade dos profissionais em relação ao mercado de trabalho.

    As maiores preocupações entre os profissionais de TI de acordo com a pesquisa são: manter conhecimentos atualizados (22%); demissões (20%), baixos salários (14%), cancelamento de projetos (12%) e aumento da carga de trabalho com a redução do staff (10%).

    Em média, CIOs e CTOs ganharam salários anuais de US$ 112 mil em 2008, enquanto gerentes de projetos ganharam cerca de US$ 103 mil. No ano passado, os salários dos profissionais em Nova York foram os que mais aumentaram, 5,8%. No Vale do Silício a variação foi de 3,6%.