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February 16 Microsoft vai abrir rede de lojas próprias, similar à Apple StoreSe não pode com o inimigo, imite-o. Ao que tudo indica, a Microsoft decidiu seguir à risca essa máxima de mercado e adotar a mesma estratégia utilizada já há algum tempo por sua arqui-rival Apple. A gigante do software anunciou nesta sexta-feira, 13, que pretende abrir uma cadeia de lojas de varejo, nos mesmos moldes das Apple Store, o que, se confirmado, abrirá uma nova frente na disputa feroz que anos ela vem travando com a empresa de Steve Jobs nas áreas de sistemas operacionais, aplicativos e até mesmo games. A nova tacada da Microsoft foi revelada na quinta-feira, 12, com a contratação de David Porter – que recentemente comandava a distribuição mundial de produtos da Dreamworks Animation SKG – como vice-presidente corporativo para lojas de varejo. Em um comunicado, a empresa disse que a primeira prioridade de Porter, que também ocupou um cargo executivo da rede de hipermercados Wal-Mart por 25 anos, será para definir os locais das lojas e quando abri-las. Um porta-voz da empresa disse que o plano inicial será a abertura de um pequeno número de lojas. Também por meio de um comunicado, Porter declarou que há "grandes oportunidades" para a Microsoft criar uma "experiência de compra de classe mundial" para os clientes da empresa. "O propósito da abertura dessas lojas é a de criar maior compromisso com os consumidores e saber em primeira mão sobre o que eles desejam e como compram", disse a empresa na nota. De acordo com analistas, a iniciativa da Microsoft é um forte sinal do papel que o negócio de varejo passou a ter para as empresas de tecnologia de consumo, apesar dos riscos envolvidos. A própria Apple enfrentou um ceticismo generalizado quando ele começou a abrir suas próprias lojas de varejo em 2001. Agora, porém, oito anos mais tarde, a empresa tem uma cadeia de mais de 200 lojas em todo o mundo, as quais têm ajudando a impulsionar as vendas de Macs, iPods e iPhones. Os analistas observam, contudo, que algumas empresas sem tradição no varejo, que tentaram e estabelecer uma presença rua, naufragaram devido à falta de experiência, embora avaliem que a contratação de Porter, um especialista em varejo, deve minimizar o risco. Stephen Baker, analista do NPD Group na área de varejo, observa que a Apple não enfrentou problemas no negócio de varejo porque ela mesma desenvolve o software de seus hardwares. "Já para a Microsoft, isso vai ser um grande desafio", afirmou. Há ainda, segundo ele, a questão do conflito que a iniciativa da Microsoft pode gerar entre seus atuais parceiros de varejo, como a Best Buy, da qual dependente em grande as suas vendas para consumidor final. Para tentar amenizar esse conflito, a Microsoft disse que irá compartilhar as lições que aprende a partir de suas próprias lojas com outros varejistas. Embora ressalte que ainda não detalhou o plano de atuação no varejo, a Microsoft disse que as lojas poderão comercializar uma extensa gama de produtos, como computadores pessoais executando o seu sistema operacional Windows, celulares com o sistema operacional Windows Mobile e o seu console para videogame Xbox. De todo modo, para os analistas, os problemas enfrentados por outros fornecedores de tecnologia com a abertura de lojas próprias, como da fabricante de computadores Gateway, que em 2004 abriu uma rede de mais de 188 lojas e, pouco tempo depois, devido as vendas fracas, teve de fechá-la, ira pairar sobre a Microsoft. Mesmo porque a única experiência da empresa no varejo não prosperou. Foi uma loja que ela operava dentro de um complexo de salas de cinema e teatro em San Francisco, no início de 1999, que fechou dois anos depois. Com informações do The Wall Street Journal e do Financial Times. February 11 Microsoft deve apresentar sua App Store
Google usa tecnologia da Microsoft para sincronizar dados
February 10 Grandes oportunidades surgem em momentos de desafioComo você vê o futuro?As profundas transformações ocorridas na economia mundial configuram uma oportunidade de mudança e um redesenho de como fazer negócios no mundo todo. Após o impacto inicial da crise, o momento atual exige que as empresas revejam seus investimentos e aproveitem a tecnologia já existente como diferencial competitivo. A Microsoft oferece inúmeras soluções de redução de custo a curto prazo, para os setores público e privado e para todos os tamanhos e segmentos de organizações. Nossas ofertas têm impacto direto em redução de despesas com viagens, custos de infra-estrutura de servidores e cerca de 40% de redução no consumo de energia elétrica com o Windows Vista. Neste momento, nossa prioridade é você, cliente, que, mais do que nunca pode contar com a parceria da Microsoft. “Nossa equipe interna e nossos parceiros estão preparados para discutir as melhores formas de redução de custo, mantendo a competitividade e a eficiência”, diz Bellizia, Diretora de Marketing e Negócios da Microsoft. Navegue pelas nossas propostas, conheça nossas Ofertas e veja o relato de clientes nacionais e internacionais que podem servir de base para o mercado em que você atua! February 09 Microsoft está pronta para lançar um smartphone, diz especialistaCelular da Microsoft pode ser apresentado no Mobile World Congress com processador Tegra e chip Qualcomm, afirma analista.
Os rumores de que a Microsoft vai lançar seu próprio smartphone estão crescendo novamente, em especial após um analista declarar que o aparelho pode ser lançado no GSMA Mobile World Congress (MWC), entre 16 e 19 de fevereiro, em Barcelona. Windows 7 deve ter seis versõesA Microsoft planeja lançar seis versões para o Windows 7. A fabricante de softwares informou que o Windows 7 Home Premium e o Ultimate serão direcionados ao mercado de consumidores finais. Já a edição Enterprise, será voltada para grandes corporações, enquanto o Windows 7 Professional será para negócios em geral. A companhia avisou ainda que o Home Basic estará disponível apenas em mercados emergentes, já o Starter Edition irá rodar em tipos de hardware limitados. "Temos uma base de clientes de mais de 1 bilhão, então, é importante preparar uma edição certa do Windows, de forma que eles tenham os recursos que realmente precisem", disse Mike Ybarra, gerente geral da Microsoft para Windows, em comunicado. O Windows 7 deve começar a ser comercializado no final do ano ou no início de 2010, segundo projeções da empresa. Para a maioria dos consumidores, a companhia recomenda o uso do Home Premium, enquanto o Professional é recomendado para pequenos negócios. Essa última versão, aliás, contém grande parte dos recursos de segurança encontrados na versão Enterprise, como adiantou Ybarra. "Para aqueles que possuem o Vista Business, será uma decisão acertada migrar para o Windows 7 Professional", confirmou o executivo. A Microsoft tem trabalhado para que a nova versão do seu sistema operacional seja mais leve e eficiente que o Vista, já de olho no mercado crescente dos netbooks. Essa categoria de laptop é muito usada para navegação na web e consulta de e-mails. Como não há possibilidade de rodar o Vista nos netbooks, a Microsoft tem perdido receita; no trimestre mais recente, as vendas do sistema operacional caíram 8%. "Com o beta, tivemos muitas pessoas rodando nossa versão Premium em netbooks e elas tiveram bons resultados", avaliou Ybarra. A Microsoft ainda não divulgou detalhes sobre o preço do programa. February 06 Microsoft oferece desconto em software para desenvolvedores
Sempre há saída
Como assar um peixe e a gestão em tempos de crise
February 04 Reforma tributária: rumo ao atrasoDesde antes do governo Fernando Henrique Cardoso, fala-se, à exaustão, em reforma tributária que diminuísse os impostos em quantidade e valor, bem como a burocracia, e até eliminasse a guerra fiscal, redistribuindo, com justiça, a arrecadação entre os entes federativos. E que, enfim, provesse condições para a economia deslanchar de fato. FHC não a fez. Já o presidente Lula, montado em sua popularidade obtida nas urnas em sua primeira eleição, tentou fazer algo parecido com o que se sonhava, mas ocorreu um avanço muito pequeno, a despeito de todo o empenho do relator da proposta na época, o deputado Virgílio Guimarães. Prometeu-se, na época, que se faria algo mais completo mais à frente. O governo Lula achou que agora é a hora. Baseando-se em uma Proposta de Emenda Constitucional do próprio Virgílio, foi criada uma comissão especial, presidida pelo deputado Antônio Palocci, para dar parecer sobre esta tão esperada Reforma Tributária. A briga pela relatoria acabou transformando o deputado-empresário Sandro Mabel no relator. Com um ex-ministro da Fazenda na presidência e um empresário de peso na relatoria, passamos a acreditar que algo de vulto poderia sair dali, finalmente. Ledo engano. De maneira geral, a reforma pareceu, de início, perigosa. Mais exatamente, um salto no escuro, uma vez que quase todas as definições importantes estavam sendo escamoteadas para decisão futura, em instâncias diversas. Até a desoneração de 6% dos 20% dos encargos patronais com a folha de pagamentos (a isca para obter a adesão do empresariado) não tinha data para entrar em vigor e era deixada para ulterior regulamentação. Os novos impostos englobando contribuições davam um belo alívio para os estados e municípios (isca para os outros entes federativos), mas também pecavam por indefinições sérias no texto que se quer aprovar. Afora estes fatores, ainda temos a certeza de que a guerra fiscal, de fato, não acaba e o ICMS, tão decantado como imposto anacrônico e que seria a principal vítima de uma reforma tributária real, passa a ganhar sobrevida com o relatório do senhor Sandro Mabel. Juntem-se a isto os efeitos da crise global no País e vamos ter que dar razão a um conjunto significativo de parlamentares que dizem ser uma irresponsabilidade querer fazer algo deste tipo, neste momento, ao desestabilizar, por exemplo, economias como a do Estado do Espírito Santo. Não só os deputados acham isto: os governadores dos estados da região sudeste, unanimemente, decidiram pedir aos seus deputados que não deixem passar a reforma neste momento. Dois oposicionistas e dois governistas unidos contra a reforma. Contra esta reforma! E mais, secretários de Fazenda de 20 unidades da federação pediram que se adie a apreciação da matéria. Mas os problemas não ficam por aí. O setor de software (programas de computador) e de Internet podem vir a sofrer um duro golpe. O relator, em seu retoque rejuvenescedor no ICMS, resolveu tributar o software e as transferências via Internet por este anacrônico imposto, medida da qual já tínhamos conseguido nos ver livres, desde a Constituição de 1988. Em palavras bem simples: decidiu que as empresas de informática e seus clientes, sócios do prejuízo provocado pela sanha arrecadadora dos estados, podem pagar algo entre 17% e 35% de imposto em troca dos 2% a 5% que pagam hoje de ISS. Algo estarrecedor! Não há, em sã consciência, justificativa para se tributar um setor de serviços, que tem uma cadeia produtiva curta, que não gera crédito para compensar pois o seu principal insumo é mão-de-obra, com um imposto de alta alíquota gestado para gravar cadeias longas e de produtos, bens e não serviços. Software não é mercadoria. Não há venda do software e sim cessão de direito de uso. Além disto, uma empresa de software pagar uma, duas ou no máximo três vezes a alíquota de ISS, cumulativo, é razoável, aceitável e está dentro do seu planejamento tributário. Mas pagar 25% não-cumulativos, que seja, em uma, duas ou três etapas fará com que, em cada etapa, ela deixe algo entre 8% e 25% do seu faturamento nas mãos do governo. Não há como não repassar este aumento. E é ai que o estrago não fica só no setor de software. À medida em que o software é um dos principais, se não o principal, insumo para a produtividade e competitividade das empresas, o aumento brusco, brutal e insano da carga tributária sobre ele fará com que toda a economia se ressinta. E é por isto que podemos dizer que esta reforma, como proposta pelo relator, além de um belíssimo e irresponsável salto no escuro, é um fantástico avanço em direção ao passado e ao atraso! kicker: Empresas de software correm risco de recolher de 17% a 35% de ICMS em substituição aos 2% a 5% que pagam hoje de ISS (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Leonardo Humberto Bucher - Secretário-executivo da Frente Parlamentar Mista da Informática do Congresso Nacional ) February 03 Uma ferramenta estratégica para as empresas emergentesUma das características marcantes da evolução dos negócios nas ultimas décadas é a especialização crescente. Até os mais sólidos grupos econômicos foram levados a optar por aqueles produtos ou serviços nos quais apresentavam competitividade destacada. A redução das barreiras comerciais e a cultura globalizada varreram do mapa as antigas reservas de mercado. Hoje, praticamente qualquer produto ou serviço conta com competidores internacionais. Isso evidenciou o que já se sabia desde Darwin, “sobrevivem aqueles que mais rapidamente se adaptam às mudanças”, ou também, aqueles que buscam a especialização e focam suas energias e recursos no que sabem fazer melhor. Essa realidade levou as empresas a focarem seus recursos na atividade-fim, gerando um aumento acelerado das chamadas atividades terceirizadas, o outsourcing, através das quais a empresa conta com especialistas externos para desempenhar certas funções que não sejam a sua razão de existir. A terceirização proporciona enormes ganhos adicionais e flexibilidade, o que pode significar redução de custos fixos e de necessidades de investimentos. Hoje em dia, praticamente todas as empresas contam com processos terceirizados, envolvendo desde a segurança até a produção. Nos últimos 20 anos, diversas empresas passaram a terceirizar atividades de processamento, entre elas, obrigações fiscais e contábeis, folha de pagamento, processamento de pagamentos e faturamento. Isso passou a demandar profissionais especializados e atualizados em legislações, aumentando a segurança administrativa e diminuindo os riscos de multas e passivos. A hora da verdade No mercado brasileiro surgiu um fator adicional. Pequenos e médios empresários expostos à globalização identificaram excelentes oportunidades de expansão dos seus negócios, associando-se a empresas globais, abrindo o capital ou simplesmente vendendo o negócio. Em várias situações essas empresas não contavam com um adequado sistema de geração de informações contábeis e financeiras, que lhes permitisse comparar a rentabilidade, custos de financiamentos e outros fatores críticos, com os seus competidores externos. Em outros casos, existia a convivência com um ambiente de elevados riscos fiscais. No momento da inserção real no ambiente globalizado aparecem os custos invisíveis de se ter controles inadequados, na forma de redução do valor da empresa em uma transação ou associação. A terceirização de processos de suporte surge como uma alternativa para elevar o ambiente de controles das empresas emergentes e colocá-las no nível das empresas globais, com significativa redução de necessidades de investimento em estrutura. Embora a terceirização traga diversos benefícios, o processo precisa ser implementado levando em consideração um contexto amplo dos negócios da empresa. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pela Deloitte finalizado no início de 2008, no qual foram entrevistados 300 executivos seniores de várias empresas localizadas nos EUA, Canadá, Reino Unido e Alemanha. É preciso ter em mente que não basta terceirizar uma operação ou processo – é necessário encontrar parceiros que sejam capazes de oferecer soluções integradas e avançadas, permitindo às empresas emergentes melhorar a gestão de seus processos de negócios. E, com isso, estarem aptas a buscar clientes, aonde quer que eles estejam. * Luiz Costa é sócio-líder da área de Outsourcing da Deloitte O impacto da crise nas PMEsEmpresas pequenas e médias costumam conviver com empréstimos e financiamento de boca de caixa. Aquele pedido ao gerente de banco em visita à agência, com contratos inflexíveis, muito rígidos e de curtíssimo prazo, torna-se capital de giro para o bom andamento do negócio. Parte expressiva desse grupo de empreendedores não exporta, mas revende produtos importados. Neste momento, para essas empresas, a gestão financeira e a proximidade com o cliente podem representar o fortalecimento do negócio em meio à instabilidade. Micro, pequenas e médias empresas estavam, no geral, apresentando taxa de mortalidade decrescente nos últimos anos, de acordo com estudos do Sebrae. Esse quadro é fruto do perfil dos empreendedores, que melhorou em diversos aspectos, desde o nível de escolaridade e formação profissional até a integração associativa. Além disso, a diversificação dos negócios, a abertura de sociedades (e não de empresas individuais) e a maior participação em licitações governamentais também contribuíram para um quadro mais positivo nessas organizações. A legislação e o ambiente de negócios melhoraram; o planejamento para abertura da empresa passou a ser mais bem apurado. A aventura nos negócios diminuiu bastante. A gestão financeira passou a ser o centro da realização do empreendedor de pequeno porte. Agora, neste momento de transição da economia, ela (a financeira) é peça fundamental para a longevidade ativa dos negócios. Mesmo com toda a instabilidade, campos continuam abertos para pequenas e médias empresas, principalmente nas áreas de saúde, educação, serviços pessoais, qualidade de vida, inovação e solução tecnológica, processos, meio ambiente etc. Ao contrário do que se imagina, esses segmentos ganharam ainda mais peso pós-turbulência. Eles representam o caminho que deve seguir o mundo, depois que o esbanjamento ilimitado e a ideologia de expansão irresponsável foram freados pela incapacidade de sustentabilidade – a turbulência econômica, na realidade, é fruto dessa afirmativa. Preparar-se para a retomada do crescimento mundial e a mudança do eixo econômico (é certo que ele virá para a América Latina) são de suma importância. O crescimento do Brasil puxado pelo consumo interno (não temos tanta dependência externa assim, embora não saibamos o tamanho do estrago global causado pela crise e que dimensão ela pode nos atingir), o aumento da classe C a respectiva diminuição da D e E, associados à redução das desigualdades sociais e ampliação da expectativa de vida da população fortalecem a capacidade de superação das micro, pequenas e médias empresas nesse novo cenário. É fundamental a essas empresas consciência de seu papel na economia e a sua capacidade de ordenar a estrutura e funcionamento da organização em período de mudança de paradigma econômico. Afinal, elas representam mais de 95% das firmas brasileiras. *Roni de Oliveira Franco é especialista em finanças, gestão empresarial, gestão de outsourcing, sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios. Demissões: o Brasil está imune?O mercado de TI pelo mundo não para de emitir sinais preocupantes. As gigantes da área anunciam milhares de demissões pelo mundo, diminuição de produção para ajustar estoques “encalhados”, com o agravante de que produtos de alta tecnologia tornam-se obsoletos muito mais rapidamente que outros bens. Mas um ponto tem chamado a atenção nessas notícias: em geral, os planos de redução de quadros não incluem o Brasil. Mas por quê? Nossa economia está sentindo os efeitos da crise global. O desemprego aumentou, sobretudo na indústria. Nosso governo, que antes apostava em “marolas”, agora já está revendo suas posições. Mas é latente o esforço de encontrar boas notícias que mantenham o ânimo da nossa economia, que vinha embalada. O Banco Central fez um importante movimento de baixa da taxa Selic, a Petrobrás fez anúncio de investimentos bilionários, organizações econômicas mundiais afirmam que o Brasil ganha destaque quando o assunto é o quanto cada país sofrerá durante este momento difícil. Afetado, sim, mas dentre as maiores economias emergentes, será o que menos sofrerá impacto, é o que sugerem os estudos dessas agências. Nosso sistema bancário não se mostrou vulnerável à crise de crédito, grande protagonista do momento. Pelo contrário, também deram mostras de vitalidade com novas fusões e aquisições. E se a questão é colher notícias positivas no meio da tempestade, o mercado de TI no Brasil também merece destaque, a começar por essa “imunidade” aos planos de redução externos. São vários anos de mercado aquecido. As empresas de TI no Brasil, nos últimos anos, enfrentaram problemas com pessoal, sim, mas pela escassez do recurso humano capacitado. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), faltam 30 mil pessoas capacitadas em TI no país. Em dois anos, esse número deve subir para cem mil. Essa notícia é, por um lado, ruim, já que expõe nossa grave deficiência na formação de mão-de-obra qualificada, mas também não deixa de ser animadora. Afinal, o mercado esteve altamente “comprador”, com salários em alta, muita disputa pelas melhores cabeças e até recompensas por indicações de profissionais para as vagas disponíveis. Esse movimento, ao que parece, ainda não se viu significativamente afetado. Já temos muitas evidências de que nosso barco não está passando por simples marolas. Os pingos mais grossos, aqui e ali, já deixam claro que há tempestades no horizonte. Mas se, diariamente, ouvimos sobre danos tão profundos lá fora e sobre economias em marcha à ré, e por aqui vemos o país se molhando, reduzindo a velocidade, mas ainda navegando para frente, até os menos otimistas podem acreditar que o Brasil sairá mais forte da crise do que seus pares pelo mundo, que terão que recuperar terreno perdido. Ainda que fundamentalmente financeira, toda crise também tem uma grande parcela de fatores psicológicos, de humor, confiança, quantidade de oferta de boas notícias em tempos ruins. A área de TI no Brasil e seu mercado têm colaborado, segurando suas posições e acreditando ao menos na manutenção da demanda atual. Existe ainda o “fator Obama” no ar, gerador de esperança e grande promessa de reação americana no médio prazo. Eu acredito muito que nosso guarda-chuva aguentará bem até as aberturas de sol projetadas para 2010. (*) Rubens De Souza é gerente de negócios da DocPath Document Solutions Brasil February 02 Em Davos, Bill Gates pede manutenção de ajuda a países pobresBill Gates, co-fundador da Microsoft, e sua esposa, Melinda Gates, fizeram nesta sexta-feira, 30, um apelo para que sejam mantidos os compromissos de ajuda externa e de investimentos aos países pobres, mesmo diante da crise financeira internacional. Ao participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Gates defendeu que o trabalho conjunto com o objetivo de ajudar os pobres é "mais importante do que nunca" em face aos desdobramentos da crise financeira sobre as economias. "É preciso que se continue a ajudar para melhorar a vida e a saúde das populações pobres do planeta", disse Gates, ao lado de Melinda, após alertarem para o risco de um retrocesso na melhoria das condições de vida alcançadas nos últimos anos devido à atual crise. Bill e Melinda Gates anunciaram um novo empréstimo de US$ 34 milhões à Rede Global de Doenças Tropicais para ações de controle e de prevenção de doenças até 2020. As informações são da agência portuguesa Lusa. January 30 Vender é manter relação de confiança
January 29 Ação do Yahoo sobe à espera de acordo com a MicrosoftCarole Bartz, a nova executiva-chefe do Yahoo, deixou as portas abertas para um acordo rápido sobre a venda do seu serviço de busca na internet para a Microsoft, depois de a companhia anunciar, ontem, a primeira queda nas receitas desde 2001. "Não cheguei aqui com noções preconcebidas sobre nada", disse a executiva, reagindo a notícias de que havia sugerido que a manutenção do negócio de busca poderia estar dentro dos melhores interesses do Yahoo no longo prazo. Ela também deixou claro que em apenas oito dias após assumir o comando do Yahoo já estudou as questões práticas da venda do negócio de busca, que muitos analistas e investidores querem que aconteça desde que a Microsoft abandonou a oferta de uma aquisição plena no ano passado. "Há muitas partes diferentes no negócio de busca. Algumas são mais fáceis de ser separadas, outras não", disse Bartz. Ela falou sobre o valor do negócio, dizendo que ele tem uma importância mais ampla para o Yahoo do que apenas os lucros que produz, mas não forneceu nenhuma consideração específica que possa impedir a venda. Seus comentários foram feitos ao mesmo tempo em que a companhia anunciou seus resultados trimestrais e ajudaram as ações - que caíram mais de 40% no ano passado - a subirem mais de 7%, ontem, para US$ 12,20. A busca é a única parte das operações do Yahoo a ter registrado crescimento nos últimos meses do ano passado, de acordo com os resultados divulgados. As receitas gerais da companhia caíram 1%, para US$ 1,8 bilhão, depois que os negócios de publicidade em banners - o modelo mais tradicional de anúncio na web - sofreram com a desaceleração econômica. Refletindo os comentários feitos por executivos do Google na semana passada, Blake Joergenses, diretor financeiro do Yahoo, disse que os grandes anunciantes reagiram à recessão tirando uma parcela maior de seus orçamentos dos banners, em direção a formas de anúncios por "desempenho", como a área de busca, que apresenta retornos mais fáceis de serem avaliados. As receitas do Yahoo com seus próprios sites de busca subiram 11% no quarto trimestre de 2008, para US$ 436 milhões. As propagandas em banners caíram 2%, para US$ 506 milhões. A receita com sites afiliados que transmitem anúncios do Yahoo caiu 4%, para US$ 532 milhões, em parte devido à mudança para melhorar sua rede de sites associados. Carole Bartz não descartou uma venda do negócio de busca, mas disse que não haverá nenhuma mudança estratégica drástica. "Se eu vim para o Yahoo para vender a companhia? A resposta é não", disse ela. "Esta não é uma companhia que precisa ser reduzida a pedacinhos e jogada para as galinhas". Após uma baixa contábil de US$ 448 milhões referente a bens intangíveis de investimentos feitos na Europa, e uma despesa de reestruturação de US$ 108 milhões, o Yahoo divulgou um prejuízo de US$ 303 milhões. No entanto, os lucros subjacentes cresceram graças a uma reestruturação que incluiu a eliminação de 1,6 mil empregos, ou 11% da força de trabalho, nos últimos meses de 2008.(Valor Econômico Online) January 28 Aumenta preocupação dos brasileiros com segurança na wO índice de segurança na internet no Brasil, que mede a preocupação das pessoas com a segurança dos computadores quanto a vírus ou e-mails não solicitados, subiu de 135 para 148, em uma escala de zero (nenhuma preocupação) a 300 (preocupação extrema), segundo pesquisa encomendada ao Lieberman Research Group pela Unisys. O crescimento, segundo o levantamento, foi de 13 pontos em relação à pesquisa feita no primeiro semestre de 2008. Ainda assim, o resultado está abaixo do índice de 152, obtido no estudo realizado em agosto de 2007. De todo modo, cerca de 48% dos brasileiros estão "extremamente" ou "muito preocupados" com a segurança das transações na internet, enquanto quase um quarto não tem nenhuma preocupação nesse sentido. Na comparação com o primeiro estudo, realizado em agosto de 2007, os índices permaneceram praticamente inalterados. A única mudança significativa foi no quesito relacionado à segurança financeira, que pulou de 167 para 186. Com isso, o estudo mostra que 85% da população está "extremamente" ou "muito preocupada" com o uso indevido de informações de cartões de crédito e débito por outras pessoas. January 27 Apesar da crise, gigantes de TI se mantêm fortemente capitalizadasMesmo com o agravamento da crise financeira mundial, a grandes empresas de TI dos Estados Unidos estão com dinheiro sobrando em caixa. Mas a maioria dos executivos dessas companhias dificilmente poderão contar com essa sobra para investimentos em novos projetos ou para turbinar o orçamento, já que será usada para remunerar os acionistas ou acelerar os planos de aquisição. A postura dessas empresas, ao contrário de muitas companhias de outras indústrias que dependem cada vez mais do escasso mercado de crédito para fazer caixa, tem sido extremamente conservadora. Levantamento feito pelo Financial Times lista entre essas empresas, o Google, que conta com um caixa de US$ 16 bilhões, e a Microsoft, que mantém quase US$ 21 bilhões em recursos. "Você continuará a nos ver com muito dinheiro” disse Steve Ballmer, CEO da Microsoft, ao jornal britânico. Segundo o executivo, nesse ambiente de crise, a maioria das pessoas diria que o dinheiro é rei. “A maioria das pessoas tendem a guardar dinheiro muito bem, porque você nunca sabe quando pode precisar dele", frisou. A forte posição de caixa das empresas de tecnologia deixou as companhias com grande flexibilidade financeira. Embora algumas empresas, como a Microsoft e Cisco Systems, tenham grandes quantias de dinheiro desde antes do início desta década, outras, como a Apple e o Google, têm utilizado o sucesso dos últimos anos para integrar a nova elite super-rica da indústria de tecnologia. As experiências anteriores de desaceleração econômica, como da bolha da internet em 2001, e o medo de que pudessem ter de recorrer às reservas, tornaram essas empresas mais cautelosas com os gastos. Muitas empresas do Vale do Silício quase sucumbiram, como a Intel, que foi forçada a tomar um investimento da IBM no início de 1980, e a Apple, que aceitou um aporte de US$ 150 milhões oferecido pela Microsoft, logo após o regresso de Steve Jobs ao comando da companhia, em 1997. Atualmente, a Intel tem como regra manter em caixa dinheiro suficiente para financiar um ano de pesquisa e desenvolvimento, bem como o capital necessário para desenvolver a próxima geração de seus chips, segundo informou Robert Burgelman, professor da Stanford Business School, ao Financial Times. Apesar de gastar cerca de US$ 2 bilhões por ano com pesquisa e desenvolvimento e capital de investimento, o caixa de US$ 26 bilhões da Apple a deixou como a empresa mais capitalizada do mundo da tecnologia – um grande contraste com a última recessão, quando começou com menos de US$ 4 bilhões em caixa. O dinheiro já é responsável por cerca de um terço do seu valor de mercado. Desde a última crise no mercado de tecnologia, muitas outras empresas do setor têm respondido à pressão dos acionistas para reduzir parcialmente o caixa, comprando ações e fazendo pequenas aquisições. "Mas a manutenção de uma grande quantia em caixa deixa a empresa com um leque de opções para o futuro, tais como fazer aquisições e investir no seu negócio. Além disso, também envia uma forte mensagem para os seus clientes, mostrando o poder da empresa”, disse Frank Calderoni, diretor financeiro da Cisco, que tem caixa líquido de US$ 20 bilhões. January 26 Microsoft e Ericsson dizem que demissões não atingirão o BrasilAs demissões anunciadas nesta semana pela Ericsson (3 mil funcionários) e a Microsoft (5 mil), como parte de um plano de reestruturação visando a redução de custos, face à desaceleração da economia mundial, não devem atingir a subsidiárias das empresas no Brasil. Em comunicado, a Microsoft Brasil esclarece que o anúncio de redução de quadros feito na quinta-feira, 22, pela Microsoft Corporation não vai afetar a operação da empresa no Brasil. Já a Ericsson do Brasil também disse por meio de comunicado que "os cortes de funcionários comunicados pela matriz não se refletem no Brasil neste momento. Eventuais ajustes no quadro de funcionários serão analisados, caso a caso, em cada mercado de atuação da companhia". Os comunicados seguiram o que já havia acontecido com a EMC, que após anunciar plano de dispensar 2,4 mil funcionários em todo o mundo, disse que a medida não atingiria o Brasil. Salários sobem, mas segurança em relação a emprego cai
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